Fé é um lance muito errado. Quer dizer. Em princípio, não há nada de errado em acreditar, por si só. É na parte de no que e por que se acredita que a coisa complica. E o conceito religioso/espiritual de “fé” só piora as coisas.
Por exemplo, vejamos o que a Bíblia tem a dizer sobre o assunto:
A fé é a firme certeza das coisas que se esperam; é a evidência daquilo que ainda não vemos.
Em outras palavras, fé é jogar na Mega Sena, mijar no chefe e gastar todas as suas economias hoje porque você tem a firme certeza de que amanhã estará milionário.
À primeira vista isso pode parecer uma deturpação de tão nobre sentimento, mas a verdade é que, movidas pela fé, pessoas regularmente tomam decisões igualmente drásticas com base em coisas muito mais dispendiosas e menos confiáveis do que um bilhete de loteria.
E o mais legal é que esse tipo de resolução deve ser uma virtude. Vejamos um clássico bíblico sobre a fé: a incredulidade de Tomé.
Jesus, morto há 3 dias, havia se cansado da invisibilidade de sua existência(?) espiritual e resolveu se revelar pros seus discípulos. Talvez até na esperança de conseguir alguém pra lhe fazer companhia do outro lado, quem sabe. Porque, né. Imagina. Que susto.

Quando Jesus apareceu, os discípulos estavam reunidos em uma sala, se escondendo dos Judeus. Só que Tomé não tinha medo de nada nessa vida e não estava lá e nem se escondendo de ninguém. Ele provavelmente estava jejuando no Monte das Oliveiras, planejando sua vingança contra os Judeus, os Romanos e a Ísis, aquela vadiazinha. Quando voltou, os demais discípulos logo contaram-lhe o ocorrido, mas Tomé não era peixe morto e protestou: Não acredito, a não ser que veja as feridas dos pregos nas suas mãos, ponha os dedos nelas, e toque com a minha mão na sua ferida do lado.
Assim era Tomé, o Patrono dos Céticos. Aqui vemos um exemplo raríssimo de pensamento crítico na Bíblia: alguém pedindo algum tipo de evidência pra poder acreditar no que está ouvindo. Pra quê. Alguns dias mais tarde Jesus apareceu de novo, dessa vez com Tomé presente, e aproveitou pra esfregar as feridas na cara dele: Crês porque me viste, mas benditos os que não me viram e, mesmo assim, crêem.

Jesus. Amigo. Olha o que você está dizendo. Isso seria tipo, sei lá, eu ver o saldo bancário do meu pai e dizer:
— PAI VOCE TEM 10 MILHÕES DE DÓLARES
— Meu filho eu sou pobre por que voce diz isso
— Porque a sua conta está VAZIA
Não dá, né.
[Nota do Editor: Não mesmo. Favor não utilizar analogias no futuro.]
Jesus se revelou primeiro pra Maria Madalena, e a instruiu a contar sobre o encontro para os discípulos. Presumivelmente, eles acreditaram nisso, e por isso são benditos (isso é uma referência a todos os que viriam a acreditar depois do ocorrido, mas também se aplica aos discípulos).
Mas veja bem: eles não acreditaram em Jesus, ou em sua volta à vida. Eles acreditaram na palavra de Maria Madalena. Mesmo que os discípulos acreditassem que era perfeitamente possível que Jesus voltasse dos mortos, e talvez até estivessem à espera de tal acontecimento, não é só porque alguém deu a notícia que isso quer dizer que realmente tenha acontecido, ou que tenha acontecido conforme relatado. Tudo que eles tinham pra acreditar era provavelmente uma mulher histérica que não falava coisa com coisa.
Da mesma forma, não foi de Jesus, ou mesmo da idéia da ressurreição, necessariamente, que Tomé duvidou. Ele pode ter duvidado da história conforme relatada pelos discípulos.
Pode parecer besteira, mas há uma diferença muito importante aí: são tipos diferentes de evidências, com pesos muito distintos. E eu acho que Jesus tinha plena consciência disso, pois quando realmente apareceu pros discípulos, “depois de os saudar, mostrou-lhes as mãos e o lado”. Mas depois, pra Tomé, Jesus insinua que esse contato imediato, em primeira pessoa, deve ter o mesmo peso que relatos de terceiros. E o mesmo conceito é demonstrado em outra passagem.
Nela, Jesus conta a história de um homem rico que morreu e deu por si em um lugar de tormento eterno por ter vivido sua vida no prazer e no luxo. Que pecado.

Aterrorizado com sua situação, o ricaço tenta convencer o patriarca Abraão a enviar alguém de volta do além para avisar seus irmãos, ainda vivos, a não cometerem o seu erro (viver no prazer e no luxo), pra que não terminem onde ele está. A isso, Abraão responde: Eles tem as Escrituras de Moisés e dos profetas. Que ouçam os seus avisos.
O rico provavelmente achou que Abraão estava surdo e emendou: Não, pai Abraão. Se alguém de entre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão.
Acho válido. Se Carl Sagan inequivocadamente voltasse dos mortos pra anunciar a segunda vinda de Jesus, eu ficaria muito mais inclinado a considerar a veracidade dessa afirmação do que se ouvisse o mesmo do pastor que metralha os pés das crianças, por exemplo.
Mas, falando por Abraão, Jesus arremata: Se eles não ouvem Moisés e os profetas, não ouvirão nem mesmo alguém que se tenha levantado de entre os mortos.
Porque com Jesus é assim: ou você acredita em tudo, ou não acredita em nada. Não existem gradações de credibilidade, estimadas conforme a plausibilidade da fonte e natureza da situação. Só existem dois tipos de pessoas: as que acreditam, e as que vão pro inferno.
Mas Jesus não faz por mal. Isso é só porque ele é o cara MAIS INTENSO, que VAI ATÉ O FIM em TUDO QUE FAZ, e ainda VOLTA. E ele espera nada menos do que isso de você.
Assim, nós vemos que ter fé, no sentido bíblico, não só é basicamente acreditar sem base nenhuma pra isso (ou com a idéia bíblica de base, o que dá no mesmo), como é também uma grande virtude; talvez a mais importante delas. E, como foi dito em várias outras passagens ao longo da Bíblia, quanto mais fé uma pessoa tiver, melhor.
Ou seja: quanto mais absurda for uma idéia, de mais fé você precisa pra acreditar nela, e quanto mais fé você tiver, mais foda você é, aos olhos de Deus.
Então você pode bater no peito e dizer, pleno de orgulho: Caralho, eu acredito em coisas que ninguém em sã consciência acreditaria. Eu sou tão piedoso que não tem nem graça. O Reino dos Céus tem recompensas maravilhosas pra mim.

E esse é irmão desse.



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Tapa na cara da sociedade!
Não entendo a necessidade das pessoas de atacarem a religião nesses últimos dias, principalmente a evangélica.
Será porquê essas pessoas, de livre e espontânea vontade, dão parte do seu dinheiro pra igreja e suas obras sociais? Ah, isso não pode, né? Te revolta? Judeu gasta muito mais com comida Kosher do que evangélico ou católico com dízimo e todo mundo acha lindo. Ah, não! É o pastor que manda, né! Se ele falar que todo mundo deve pular da ponte pq vai encontrar Jesus no Paraíso, todo mundo vai pular também, né?
Dizem que a religião é a muleta da sociedade, mas o ateísmo e a necessidade de não se acreditar em Deus, em si, já é uma doutrina, uma religião.
Tantas pessoas são curadas de doenças ditas impossíveis com base na sua fé e tantas pessoas, consideradas pela sociedade como irrecuperaveis por conta das drogas ou da criminalidade, tem suas vidas mudadas e restauradas na igreja que frequentam, só que isso ninguém quer mostrar.
Acho esse ataque às religiões e a Deus um mero capricho da classe-média que descobriu agora a independência financeira e acha que consegue andar com suas próprias pernas. Até quando chegam no limite da capacidade humana, quando não há mais a quem recorrer. Nessa hora lembram de Deus.
A maioria das instituições evangélicas são uma grande comunidade, onde as pessoas se ajudam, praticam a democracia e desenvolvem a cultura. Introduzem jovens e crianças à música, com instrumentos disponíveis pra eles exercitarem ali todo dia. Os membros dessas comunidades votam em assembleias sobre o instituto da igreja, novos membros, obras a priorizar, trabalhos sociais e até mesmo no salário do pastor. Pessoas pobres, muitas vezes ignoradas pela sociedade, sentem que ali tem uma voz, uma participação.
Meu apelo é que não ignorem o que tantas pessoas vem construindo ao passar dos anos pelo que você viu no Jornal Nacional.
Legal!
É comum em qualquer debate com religiosos o uso do artifício de comparar a fé na religião com a “crença” (me foge agora um termo melhor) nos axiomas e hipóteses da ciência, quando na verdade, com você bem colocou, a religião e a ciência lidam com classes radicalmente distintas de evidencias para apoiarem suas premissas. E, é claro, a fé religiosa não tem nenhum poder pra prever a ocorrência de fenômenos de nenhum tipo no mundo. Suas proposições são tão vazias que sequer podem ser colocadas a prova, ou seja, não há critérios para sabermos quando é o caso delas serem falsas.
As proposições da ciência podem ser falseadas e é essa possibilidade que garante sua correção que garante a ciência um espírito crítico e sem medo de mudar. Um espírito disposto a corrigir uma idéia é o fim da picada para a religião!
E Jesus é um malandro complicado, pede fé cega e ao mesmo tempo adverte contra falsos profetas e praticamente só se expressa de forma obscura e oracular através de parábolas — por sinal muito inferiores as fábulas de Esopo.
Muito bom esse artigo!
Certo, o mundo seria bem melhor sem as religiões. Mas no caso do Brasil, é, ainda, um mal necessário. É como uma droga, não se pode simplesmente fazer o cara parar de usar senão ele fica doido.
O povo tem que ser educado, pra não ter de depender de religiões para tirar seus valores morais, e tem que ter uma vida digna pra não precisar pedir a deus pelo pão de cada dia.
Sei que soa meio prepotente mas é a verdade. O povo não está preparado para deixar de receber suas doses diarias de babaquices psicotrópicas.
Amigo fulano, belíssimo raciocínio. Parece que você já entendeu tudo que havia para entender sobre tudo. Forte ABS.
Leonam, eu cheguei a abordar esse conflito perigoso de idéias (“Jesus … pede fé cega e ao mesmo tempo adverte contra falsos profetas”) mas decidi cortar porque o post já estava muito grande. Obrigado por botar isso em evidência.
Tocante.
meucu
@fulano
Você não provou que deus existe com esse seu comentário. Na verdade você só disse que, apesar de tudo que foi colocado no post, a igreja traz coisas “boas”, independemente deus. Esse é a moral? Se for ta bom pramim. Eu sou contra o radicalismo da igreja, mais contanto que todos os marginais ignorantes sejam convertidos, q os pobres fiquem felizes, podem crer no que for, ta bom, quanto mais igreja melhor. Agora que é uma farça, é. Quem acredita em deus ou seja no que for não precisa de igreja para acreditar.
ai tetesto o fulano
fulano missed the point totalmente, e nao concordo com leonardo, pois muitos aspectos morais aqui, como uso da camisinha, nao sao aceitos oficialmente pela igreja mas são pela sociedade brasileira na maioria, mostrando q a moral vem mais da sociedade doq da religião.
ah, e Rafael, ótimo artigo. Vc assistiu Religulous do Bill Maher? Eh bem legal pq tem uma abordagem mais comica do assunto, igual esse blog e fala de outras religiões sem ser as cristãs, coisa que as vezes esquecemos. Existem doutrinas tão ou mais absurdas, que nao discutimos tanto por nao afetarem a gnte tanto quanto o cristianismo.
“e a Ísis, aquela vadiazinha. ”
AUHAUHAUAHUAHUAHUAHUAH
RI ALTO! poucos devem ter entendido.
Amigo, Jesus sabia das coisas. Mandou uma gostosa passar o recado pra dar mais credibilidade.
Forte ABS
Pedraum, sei que é só um exemplo mas as pessoas não usam camisinha por causa dos valores morais, usam pra não pegarem uma doença ou pra nao ter que criar um bebê, assim como usam contraceptivos.
sim, mas muitas pessoas, por sua religião decidem usar o “método” da abstinência sexual pra essas questões por sua ela nao permitir sexo sem fins de reprodução.
construção de frase #FAIL
testesto o fulano tb.
Seguinte, o peão que acorda as 4 da madruga pra trabalhar, chega em casa as 22 e só tem tempo de bater um rango e dormir tem prioridades maiores do que saber porque o céu é azul e prefere achar que deus pintou com a aquarela mágica dele. O menor dos problemas dele é acreditar no amigo imaginário.
Mas se esse cara tivesse estudado, trabalhasse de 8 as 17 e ganhasse bem, não precisaria se escorar numa crendice boba e eu sentaria com ele pra debater religiosidade.
Leonardo, o peão que acorda as 4 da madruga pra trabalhar, chega em casa as 22 e só tem tempo de bater um rango e dormir é justamente o tipo de pessoa que mais sofre ao gastar 10% do pouquissimo que ganha com besteira.
Uma coisa é ele gastar dinheiro com “besteira” de mulher e cerveja, outra é dar 900 reais numa “benção” ou tentar consertar a vida pagando banhos com água do rio, água do lago, da cachoeira, etc (vi no Fala Que Eu Te Escuto de ontem).
A única coisa que esse acomodacionismo (“eu não preciso disso, mas o povão sim”) realiza é criar o ambiente propício pra que esse tipo de coisa se desenvolva.
Rafael, não é acomodacionismo, só não acho que a solução seja tão simples. É como querer acabar com a violência matando todos os bandidos se a favela continua uma merda e nascem mais marginais. A religião é sim uma muleta, mas eu não vou arrancar essa muleta do cara pra ele ficar pulando igual a um saci. Alguém tem que ensinar esse cara a andar direito e com as próprias pernas (juro que não faço mais analogias).
Leonardo, acho que você está se precipitando igual ao fulano ali em cima. É óbvio que deixar o planeta exatamente como está e só retirar religião dele, do nada, é receita pro fim do mundo. O propósito deste blog (e o meu) é justamente estimular educação e pensamento crítico, que são os ingredientes necessários pra fazer a mudança ocorrer naturalmente, ao seu próprio tempo, como resultado de um desenvolvimento geral do ser humano.
Agora, é impossível fazer isso sem falar de fé/religião, e onde houver gente se aproveitando do infortúnio dos outros pra benefício próprio e desgraça alheia, eu vou criticar.
Se isso calha de atingir o demográfico evangélico mais duramente que o de outras crenças, a culpa não é minha.
Rafael, eu acho que você que não me entendeu direito, eu concordo com quase tudo que você escreveu, minha crítica foi mais uma divagação sobre qual seria a solução para o problema do que uma crítica ao que escreveste. Ao que me parece estamos do mesmo lado. Acho que as religiões são um cancer, sendo talvez a evangélica e a mussulmana canceres malignos e outras canceres benignos (tá, eu disse que ia parar com a analogia).
Desculpem, *muçulmana. É que eu fui alfabetizado em inglês.
Hahahah
fulano, cade o sicrano, rsrsrsssss
Artigo com a precisão de um torneiro mecânico fazendo crêpe suzette.
Sou agnóstico, nem batizado fui em religião alguma. Já professei o ateísmo com muita diligência. Mas era patético, como era. Parei com essas besteiras depois que conheci a religião a partir de uma perspectiva científica – o que implica estudar a RELIGIÃO e falar sobre ela e não estudar PROTOZOÁRIOS e falar sobre religião nem estudar AMINOÁCIDOS e falar sobre religião nem tampouco estudar ANÃS BRANCAS e falar sobre religião; sempre a partir de generalidades ou vulgaridades cagadas pelo senso comum. Sugiro então que você pare de reproduzir os argumentos do tiozinho-da-padaria-fissurado-em-discovery-channel e passe a só dar sua preciosa opinião sobre algo que já tenha lido pelo menos um autor cujo interesse no assunto seja CIENTÍFICO, o que significa entender, ao invés de detonar. Quando pessoas como você ficam fazendo ataques às religiões, interpretando-as a partir de uma suposta cientificidade (preciso repetir, mentirosa), o que fazem é incentivar a infeliz guerra santa, ou guerra religiosa, porque os ofendidos têm pleno direito de se defender e farão de tudo pra – como você, ao contrário – interpretar os fatos naturais a partir da FÉ. Então quando vir um deputado defendendo o criacionismo no currículo escolar, note que será seu reflexo no espelho.
Portanto sugiro que aja como um cientista e fale só sobre o que entende.
Elton, muita gente mistura as bolas por aqui, mas você misturou bonito.
Forte abraço por ter tentado.
Carta-coringa-você-não-entendeu-nada. Como tinha que ser, do mesmo naipe do texto da postagem. Você bateu.
Elton, só respondo as pessoas que valem o meu tempo. Você já sabe tudo, já entendeu tudo, inclusive já foi exatamente como eu quando era um ateu patético; não precisa do que eu tenho a dizer (além de não ter feito nenhuma crítica diretamente pertinente a algo objetivo sobre o texto, apenas um desfile de vagas impressões acerca de “religião” – que nem era o objeto deste post –, “ciência” – algo também não mencionado aqui –, e da minha pessoa). Até onde pude ver, não há nada a ser debatido. Forte ABS.
O cúmulo da falta de conhecimento e maturidade eu avalio esse post.
O cúmulo da falta de conhecimento e maturidade eu avalio esse comentário acima.
Te Amo
Casa Comigo
Amigo,
1. Você falou de fé citando a bíblia e não falou de religião?
2. Onde estão os exemplos da fé do torcedor do corinthians no time ou do economista no sistema econômico?
3. Teu blog se apresenta como “de ciência…” .
4. As ciências que estudam fé e religião (especialmente a antropologia e a sociologia) não estão preocupadas com a racionalidade, objetividade ou verificabilidade destas.
5. Por que não falou da fé do ponto de vista de quem a tem?
6. Por que não falou de como a fé funciona, como ela se torna possível e como ela passa a fazer sentido pras pessoas (a fé sempre está relacionada a um sistema simbólico maior).
7. Por que não falou do fim do metafísico, Nietszche e o SuperHomem?
8. Por que não falou de fim da esperança, Sartre e o existencialismo?
Eu não sou idiota, sei a resposta pra todas essas perguntas: porque você não quis. Quis apenas dar sua opinião. É simples. Por isso não falei antes. Você não TENTOU fazer o que eu acharia legal e digno de um “blog de ciência”, por isso eu não tentei estabelecer diálogo, me limitei a dar a minha opinião. É issso.
Abraço
> Eu não sou idiota, sei a resposta pra todas essas perguntas
E eu sabia que era exatamente isso que você pensa. Como disse, “você já sabe tudo, já entendeu tudo”. E eu sei que com esse tipo de pessoa não adianta falar. Ela não tenta compreender, só confirmar suas impressões (o que você vem fazendo lindamente). Outro exemplo aqui neste mesmo artigo é o amigo fulano, lá em cima, que se enfezou por conta de uma interpretação que vai muito além do escopo do que está realmente escrito.
Por outro lado, eu admiro o exemplo de Michele, acima, que se limitou a dizer “este texto é uma bosta”, e não “este texto é uma bosta porque [críticas a um texto que só existe na cabeça dela]“. Forte ABS pra ela.
Ah claro. Não foi desejo seu, foram forças ocultas. E eu ainda perdi meu tempo…
Não discute com esses animais, Rafael. Eles ainda têm que subir uns dois degraus na escala da evolução pra chegar no nível dos neandertais.
Elton, você só teria perdido seu tempo se tivesse tentado estabelecer diálogo, debater. Como você mesmo disse, este nunca foi seu objetivo. Você só quis dar chilique, e o fez de forma magnífica. Parabéns.
Bernardo, eu só dou corda porque acho graça de ver gente que não consegue entender nem um texto aparentemente tão bosta quanto o meu imaginando-se compreender as sutilezas de Nietszche e Sartre. Aí eles não entendem, não gostam, e em protesto fazem, efetivamente, isto: http://icanhascheezburger.files.wordpress.com/2009/10/funny-pictures-cat-hates-your-opinion.jpg
Que texto BELO. Cheguei aqui pelo Olhômetro. Parabéns ao envolvido.
Perfeito…….
Concordo inteirinamente com o que foi dito!
Religião é uma coisa que ninguém gosta de debater…. como s eestivesse em um pedestal e não pudesse ser retirada de lá.
perdoai-vos… eles não sabem o que dizem…
“A chamada “fuga dissociativa” do místico faz com que o indivíduo perca a capacidade de conviver com a dura realidade da vida, e se volte para alguma crença religiosa…
Pois a “fé” do místico é uma desrealização, um mecanismo de defesa psicológica, uma psicopatologia ou uma dissociação mental infestada de misticismos…
Onde os sentimentos ou crendices se sobrepõem a realidade de tal forma que, o místico não consegue recuperar a realidade.”
Olha, eu sempre observo muita polêmica acerca desse tipo de assunto, seja onde for. O que eu sinto imensa falta, em discussões a respeito de religioes, em especial, as cristãs, é que nunca ninguém se propõe a discutir o que realmente era a filosofia do Zisuis. Se ele ressucitou ou não, se ele fez milagres ou não, sinceramente acho irrelevante se de fato aconteceu, e se devo acreditar nisso ou não.
Agora, uma coisa eu sei: o cara manjava muito. Pensa só no que ele queria de fato que as pessoas escutassem: seja simples, não seja um babaca, não faça pros outros o que não quer que façam pra vc, ame, apenas, Pôrra.
Pq nunca vejo alguém tratando disso? Só polêmica e polêmica. Argumentos e tiradas inteligentes. Termos e citações. Muito bem, vcs são cultos, legal.
Agora, me fala aí do que Jesus dizia. O foda é que é simples demais pra poder cair de pau em cima. Mas é isso aí. O cara é filho de Deus? Sei lá, pô.
De fato, muita gente se aproveita do coitado pra se sobrepor aos outros. Não pode, não tá certo. Muita gente ganha muita grana nas costas do cara, como um produto. Acho que uma maneira muito interessante de incitar um pensamento crítico a repeito da religiao nas pessoas é chamar a atenção delas para o que relamente ele pensava e pregava. Daí sim, todo esse aspecto místico e sobrenatural passaria a ser irrelevante. E ninguém seria mais enganado “em nome de Jesus” . Saravá.
Meu, você usa muito cinismo num debate que deveria ser sério. Gosto do seu humor e tal, mas tira um pouco da sua credibilidade.
Só uma dica aí.